Superação Tricolor
A cada Grenal criam-se novas histórias tanto para os torcedores quanto para os jogadores. Futebol às vezes é tão improvável, e um bom exemplo disso foi o clássico 388 do último domingo, 28 de agosto.
O Internacional está em uma fase visivelmente superior ao Grêmio, além de seu elenco competente, contam com a ótima fase do atacante Leandro Damião. No entanto, Grenal é um clássico tão de “vida ou morte”, que vai além da qualidade dos jogadores, pois um time acima de tudo tem que demonstrar vontade e acreditar na vitória por mais difícil que seja.
O jogo foi resumido em duas palavras: vontade e superação. O Grêmio transpareceu uma vontade imensa de ganhar o clássico, jogou como se fosse o último jogo da equipe, quase uma final de copa do mundo. Fatos como a maneira em que o zagueiro Saimon vibrou ao impedir o meia Oscar de cruzar a bola na área gremista, e o ajoelhar-se do goleiro Victor no momento em que o meia Douglas cobrou o pênalti, demonstraram que o resultado era tão importante para eles, quanto para a torcida gremista.
Qualidade, bom elenco e boa técnica, são pré-requisitos para um time alcançar o objetivo; contudo, não basta ser bom, é preciso ter vontade de vencer. A equipe colorada já demonstrou em outras ocasiões que quando se quer muito vencer, nada é impossível; entretanto, esta foi a vez da equipe gremista, e que sirva de exemplo não somente para o futebol gaúcho, e sim para o futebol brasileiro, pois um jogo vencido na base da superação torna-se um espetáculo que orgulha a torcida, e enche os olhos de quem admira o esporte.
Edna Alves.
Incertezas.
Vamos nos apresentar pessoal?
Vou começar. Tenho 20 anos, e me envolvo com jornalismo desde a pré-adolescência. Com 13 anos virei conselheiro jovem da Zero Hora. Com 14, colunista de um site de futebol. 15 anos, e a ZH me chamou para ser jornalista por um dia do caderno de esportes... Não teve jeito, o futebol acabou me conquistando. Sou vocalista de uma banda de rock, minha voz é o meu instrumento, com isso acabei me apaixonado pelo rádio e mais particularmente, por narração. Em 2008, ganhei um concurso de narração da Gaúcha, o “Gogó De Ouro”.
Enfim, esse sou eu. Quero me qualificar com o curso, tinha grande curiosidade de assistir as aulas táticas do Cecconi, costumo ler o blog dele na globo.com e acho bastante interessante. Quanto ao Nando, sempre fui fã, então foi fácil decidir fazer o curso, é como unir o útil ao agradável!
Se apresentem aí pessoal!
Abraços!
Mauricio Trilha
2a edição do Curso, Últimas vagas
3) 06/09/2011 – Das 20h às 23hs.LINGUAGEM JORNALÍSTICA e APRESENTAÇÃO DE PROGRAMAS (Nando Gross) e TEORIA TÁTICA (Eduardo Cecconi)
Brasil empata sem gols com a Venezuela na sua estreia na Copa América
Grêmio joga pouco e consegue empate na base da vontade.
Como era de se esperar, o Avaí começou o jogo priorizando muito a marcação, num 4-5-1, ou 4-1-4-1 com duas linhas e um volante entre elas. Douglas recebeu marcação forte e individual, o que praticamente anulou o jogador. Com uma marcação forte atrás, o Avaí saia nos espaços deixados pelo Grêmio, e jogava nos erros de um time que precisava vencer de qualquer maneira. Conseguiu o gol cedo, o que aumentou mais ainda a pressão no Grêmio e deixou o Avaí mais à vontade para jogar nos contra-ataques. Perdendo em casa e a torcida vaiando o time, o Grêmio foi pra cima na base da pressão. Mesmo com o time desorganizado e jogando mal, o Grêmio teve dois gols anulados – um deles, o primeiro mal anulado, pois André Lima estava em posição legal. Já o segundo, acerto do auxiliar Ubirajara Jota.
Veio o segundo tempo, e o Grêmio continuou mal no jogo, mesmo com a saída de Lúcio para a entrada de Escudero, e com a expulsão de Batista pelo Avaí. E o Avaí tirando proveito dos erros do Grêmio, conseguiu o seu segundo gol na partida. Aí, perdendo de dois, Renato promoveu a estreia de Miralles ao time, que entrou muito bem, finalizando e chagando com qualidade na frente. Mas foi de pênalti - mal marcado - que saiu o gol de Douglas, descontando para o Grêmio. Mesmo com a expulsão de Douglas, o Grêmio seguiu em cima do Avaí, mas levando alguns sustos atrás com o time todo aberto. Embora pressionasse, o Grêmio continuava mal, muito desorganizado. Faltava qualidade para atacar com eficiência, mas sobrava vontade e raça e foi por aí que nos acréscimos, após confusão na área, Rafael Marques chuta forte no alto, evitando a derrota, mas não a crise.
Foto: via ducker.com.br
Por: Filipe Abilio
