A marcação de Seleção

Neste ultimo dia 28 de Agosto, presenciamos mais um grenal. Este foi o de número 388 e mais um imprevisivel como todos.
O que nós sabíamos era que seria um jogo de pegada como é de praxe aqui no sul. Mas o que não esperávamos era que uma das marcações do jogo iria se destacar, a de Saimon em cima de Leandro Damião.
Damião, um jogador de destaque no cenário nacional e que naquela semana tinha se destacado pelos seus gols no titulo colorado, contra o Independiente da argentina. Este sim, um jogador de seleção e que teve inúmeras propostas da Europa.
A outra face da marcação, é o zagueiro Saimon, um zagueiro da base do Grêmio e que esteve na seleção de base do Brasil, mas que agora não faz parte dos planos de Ney Franco.

Pela apresentação dos jogadores, podemos concordar que Leandro Damião pode se dar bem pra cima do jovem zagueiro. Mas foi completamente diferente. Saimon não deixou o atacante colorado se mexer em campo, estando em cima de todas as jogadas, para que Leandro não tenha espaço para criar as jogadas de perigo do Inter.
Faço minhas as palavras de Dorival Junior, que um time entrou para jogar e o outro entrou para vencer. O time do inter entrou sem a mínima vontade de ganhar a partida, muito também pelos seus desfalques e a "ressaca" do titulo da Recopa. Pois bem, desculpas ali, desculpas aqui, foi o Grêmio que entrou com a vontade de sair da situação onde se encontra e embalar de vez umas rodadas de vitorias. Agora, esperamos as próximas partidas para saber se vai se confirmar ou não.

Jonatas Oliveira

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Superação Tricolor

A cada Grenal criam-se novas histórias tanto para os torcedores quanto para os jogadores. Futebol às vezes é tão improvável, e um bom exemplo disso foi o clássico 388 do último domingo, 28 de agosto.

O Internacional está em uma fase visivelmente superior ao Grêmio, além de seu elenco competente, contam com a ótima fase do atacante Leandro Damião. No entanto, Grenal é um clássico tão de “vida ou morte”, que vai além da qualidade dos jogadores, pois um time acima de tudo tem que demonstrar vontade e acreditar na vitória por mais difícil que seja.

O jogo foi resumido em duas palavras: vontade e superação. O Grêmio transpareceu uma vontade imensa de ganhar o clássico, jogou como se fosse o último jogo da equipe, quase uma final de copa do mundo. Fatos como a maneira em que o zagueiro Saimon vibrou ao impedir o meia Oscar de cruzar a bola na área gremista, e o ajoelhar-se do goleiro Victor no momento em que o meia Douglas cobrou o pênalti, demonstraram que o resultado era tão importante para eles, quanto para a torcida gremista.

Qualidade, bom elenco e boa técnica, são pré-requisitos para um time alcançar o objetivo; contudo, não basta ser bom, é preciso ter vontade de vencer. A equipe colorada já demonstrou em outras ocasiões que quando se quer muito vencer, nada é impossível; entretanto, esta foi a vez da equipe gremista, e que sirva de exemplo não somente para o futebol gaúcho, e sim para o futebol brasileiro, pois um jogo vencido na base da superação torna-se um espetáculo que orgulha a torcida, e enche os olhos de quem admira o esporte.


Edna Alves.

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Incertezas.

Nesse Grenal brilhou as incertezas, digo incertezas pois o Grêmio não era o favorito, o Internacional veio de uma final vitoriosa da Recopa Sul-Americana com uma atuação de gala de Leandro Damião, assim colocando um possível medo no time da Azenha, que acarretava resultados ruins e péssimas atuações .
Os problemas começaram a aparecer como soluções, no começo da partida quando o Grêmio atacava, causando uma pressão no Internacional. A primeira delas e a que mais me chamou a atenção foi Marquinhos e Douglas que podem jogar juntos sim, o time ao contrario do que dizia-se ficou rápido e ganhou técnica no meio, até a bola que antes não chagava no ataque, chegou.
Na zaga Saimon e Fernando mostraram que tem futuro, e precisam a sequência de jogos, e Escudero mostrou no ataque que veio como investimento e não como gasto.
O Inter por sua vez, mostrou que mesmo diante da torcida adversária tem postura em jogo, não se deixa abalar, Damião que fizera participação especial no jogo contra o Independiente recebeu marcação individual de Saimon e Vílson, assim deixando impossibilitado de definir situações de gol. Glaydson está fora dessa esperança, ele é criticado em todos jogos e fez pela critica no grenal, foi fraco e teve péssima atuação, já Índio mostrou que em grenais ele faz gols, mas ele e Bolivar na zaga é algo que precisa ser reformulado e Muriel em boa fase mostra que a renovação de Renan foi uma bola fora da direção vermelha.
O Grêmio ganhou, Damião não brilhou, Escudero apareceu, Muriel superou Renan e as incertezas fizeram-se realidade, mesmo que por um dia, mas fizeram.


Murilo Ramos .
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Vamos nos apresentar pessoal?

Nesses cursos o pessoal geralmente se apresenta... O que faz da vida, onde trabalhou, o que almeja ao fazer o curso, enfim. Como desta vez não ocorreram apresentações, vamos fazer por aqui gente? Sei lá, me sinto meio mal na aula, não sei o nome de ninguém, não conheço nenhum de vocês, seria interessante nos conhecermos melhor não acham? Afinal, daqui a pouco estamos virando companheiros de trabalho aí em alguma redação e nem reparando que fomos colegas de aula um dia.


Vou começar. Tenho 20 anos, e me envolvo com jornalismo desde a
pré-adolescência. Com 13 anos virei conselheiro jovem da Zero Hora. Com 14, colunista de um site de futebol. 15 anos, e a ZH me chamou para ser jornalista por um dia do caderno de esportes... Não teve jeito, o futebol acabou me conquistando. Sou vocalista de uma banda de rock, minha voz é o meu instrumento, com isso acabei me apaixonado pelo rádio e mais particularmente, por narração. Em 2008, ganhei um concurso de narração da Gaúcha, o “Gogó De Ouro”.



Atualmente, trabalho na E O Video Levou (HTTP://www.eovideolevou.com.br) faço a parte de marketing e redes sociais da empresa, mas ainda tenho contrato com o Esporte Interativo (HTTP://www.esporteinterativo.com.br) , onde até o ano passado, era colega do Cecconi como setorista do Grêmio, cheguei a ganhar o apelido de “cantor sertanejo” pelo Renato Gaúcho. Já trabalhei na Máquina do Cafézinho da Pop Rock também. Em breve estaremos iniciando um novo programa no E+I, o “Tim Torcidas”, aí voltarei ao “front” das reportagens ;)


Enfim, esse sou eu. Quero me qualificar com o curso, tinha grande curiosidade de assistir as aulas táticas do Cecconi, costumo ler o blog dele na globo.com e acho bastante interessante. Quanto ao Nando, sempre fui fã, então foi fácil decidir fazer o curso, é como unir o útil ao agradável!

Se apresentem aí pessoal!

Abraços!
Mauricio Trilha

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2a edição do Curso, Últimas vagas


Começa no próximo dia 23 o curso “Jornalismo Esportivo e Análise Tática” 2ª edição, com o apoio da ACEG (Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos) e aberto para qualquer um interessado no assunto.
A ideia é integrar cada vez mais o debate do jogo à linguagem jornalística e mostrar como funciona o processo da comunicação
Estudamos e debatemos conceitos de comunicação aplicados a exemplos práticos e a história dos sistemas táticos, suas evoluções e treinamento para identificar melhor o posicionamento tático das equipes.
Restam poucas vagas, portanto, se estiver interessado, não demore em fazer contato. As aulas serão somente à noite, nas terças-feiras.


JORNALISMO ESPORTIVO E ANÁLISE TÁTICA

PROFESSORES MINISTRANTES: NANDO GROSS e EDUARDO CECCONI.
1)   23/08/ 2011  Das 20h às 23hs.
JORNALISMO ESPORTIVO (Teoria Geral / Nando Gross/) e EVOLUÇÃO TÁTICA (Eduardo Ceccoci)

2) 30/08/2011 – Das 20h às 23hs.
SISTEMAS TÁTICOS ATUAIS (Eduardo Cecconi)  -  REPORTAGEM ESPORTIVA  (Nando Gross)


3) 06/09/2011 – Das 20h às 23hs.
LINGUAGEM JORNALÍSTICA e APRESENTAÇÃO DE PROGRAMAS (Nando Gross) e TEORIA TÁTICA  (Eduardo Cecconi)

4) 13/09/2011 – Das 20h às 23hs.
TERMINOLOGIA TÁTICA E CONCEITOS DE TEORIA TÁTICA (Eduardo Ceccoci) e COMENTÁRIO ESPORTIVO (Nando Gross)

5) 20/09/2011 – Das 20h às 23hs
AULA PRÁTICA – JORNALISMO E ANÁLISE TÁTICA – (Nando Gross e Eduardo Cecconi)
Provas de jornalismo e análise tática.

Local: ACEG (Associação dos cronistas esportivos gaúchos) – Rua dos Andradas, 1270/ 13º andar – Centro.
Informações – Com Rodrigo De Ros, pelo telefone: 51. 99568885 ou pelo email rderos@gmail.com

·       Datas: 23 e 30/08 e 06, 13 e 20/09.
·       O curso vai acontecer sempre às terças  na sede da ACEG em Porto Alegre,  das 20h às 23h (Turno noturno).

Investimento – R$ 800,00



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Brasil empata sem gols com a Venezuela na sua estreia na Copa América

O Brasil não soube vencer a eficiente marcação venezuelana na tarde deste domingo e acabou empatando em 0x0, em La Plata, na estreia de ambas as seleções na Copa América. Foi o 3º jogo seguido do Brasil sem vitória contra a Venezuela.

Resenha e Análise Tática do Jogo:

A seleção de Mano Menezes iniciou a partida postada no esquema tático 4-3-3, com o zagueiro Thiago Silva atuando pela esquerda, quase como um líbero, cobrindo os avanços de Lúcio. Lucas Leiva e Ramires estavam alinhados e centralizados à frente da zaga, e Ganso jogava à frente deles e fazia o enganche com os atacantes. Neymar jogou aberto pela esquerda e Robinho pela direita, com Pato centralizado, sendo a referência do ataque.

A seleção da Venezuela postou-se de maneira bastante compacta em campo, formatada no esquema 4-4-2, com a defesa e o meio de campo jogando em 2 linhas que lembraram a equipe do Peñarol na Libertadores, ambas bem próximas, e forte marcação por zona, o que dificultou a ação dos atacantes brasileiros, muito marcados e com pouco espaço para a criação. Os 2 atacantes venezuelanos apostavam, basicamente, nos contra-ataques às costas da zaga brasileira, que eram originados de lançamentos dos zagueiros venezuelanos.

Nos primeiros 15 minutos de partida, o Brasil teve grande posse de bola e bom volume de jogo. A movimentação do ataque era intensa, com Neymar e Robinho invertendo os lados durante as jogadas. A marcação da equipe era alta e pressionava os zagueiros venezuelanos em seu campo, dificultando sua saída de bola. Os laterais brasileiros avançavam bastante e faziam a diagonal para o meio de campo com a bola dominada. Apesar de ter tido boas chegadas na frente, não houve nenhuma chance clara de gol. Ganso aparecia pouco e, em decorrência disso, algumas jogadas ao ataque resultavam de ligações diretas da zaga brasileira, dificultando a ação dos atacantes brasileiros. Lucas e Ramires tentavam alternar subidas ao ataque, sempre com 1 cobrindo o avanço do outro.

Aos 26 minutos, em boa subida de Daniel Alves e tabelamento com Neymar, Pato recebeu a bola na entrada da área de chutou forte no travessão do goleiro Vega. 5 minutos mais tarde, em lançamento de Ramires, novamente Pato concluiu a gol, com a defesa do goleiro venezuelano em 2 tempos. Aos 38 minutos, em um contra-ataque brasileiro, Robinho foi lançado pela esquerda e teve a melhor chance do 1º tempo, mas o zagueiro venezuelano salvou o gol quase deitado no chão, em lance duvidoso, que gerou reclamação dos brasileiros, pois o zagueiro teria tirado a bola com o braço. O último lance do 1º tempo foi uma conclusão de Neymar que resultou em escanteio para o Brasil.

As equipes voltaram para a 2ª etapa com as mesmas formações. O Brasil iniciou o jogo com marcação alta, no campo do adversário, a exemplo do que fizera na 1ª etapa, com Ganso, que esteve muito apagado, tentando aparecer mais para o jogo. Pato teve a 1ª chance aos 9 minutos, quando recebeu a bola de costas dentro da área e girou, mas sem conseguir concluir a gol. A marcação da Venezuela continuava bastante eficiente. Daniel Alves subia mais pela lateral-direita, jogando quase como um meia e mantendo o lateral-esquerdo André Santos recuado, praticamente como um 3º zagueiro na defesa brasileira.

Aos 13 minutos, num desentendimento da zaga brasileira, a Venezuela teve uma bola alçada para a área do Brasil, que foi defendida pelo goleiro Júlio César. O atacante venezuelano Rondon levou cartão amarelo aos 16 minutos por simular um pênalti dentro da área brasileira. Logo em seguida, Ramires fez boa descida pela esquerda do ataque e cruzou para Pato, que teve sua tentativa de conclusão travada pela zaga venezuelana. Aos 18 minutos, Fred entrou no lugar de Robinho, e o Brasil passou a jogar com 2 atacantes de referência.

A Venezuela, que saía mais para o jogo, teve 2 conclusões a gol antes dos 30 minutos, ambas pelo lado esquerdo do ataque e sem maior perigo para o Brasil. Lucas Silva entrou no lugar de Pato e Elano no lugar de Ramires, postando o Brasil em um 4-4-2 nos últimos 15 minutos de jogo, com Lucas Leiva mais recuado e Elano à sua frente, mais Ganso pela esquerda e Lucas Silva pela direita no enganche com os atacantes Neymar e Fred.

O jogo apresentava poucas alternativas de ataque e escassas chances de gol. Elano tentou da intermediária aos 34 e a bola foi para fora. Aos 40, Di Giorgi entrou no lugar de Gonzalez para reforçar a marcação no meio de campo venezuelano. O Brasil teve sua última chance aos 42, em conclusão de André Santos pela esquerda, que foi para fora. A Venezuela ainda teve um escanteio quando a partida já estava quase terminando.

Resumo:

Copa América - 3/7/2011 - Brasil 0x0 Venezuela - La Plata, ARG
Brasil - Júlio César; Daniel Alves, Lúcio [c], Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Elano) e Ganso; Robinho (Fred), Pato (Lucas Silva) e Neymar.
Venezuela - Vega; Rosales, Perozo, Vizcarrondo e Cichero; Rincón, Lucena, González (Di Giorgi) e Arango [c]; Fedor (Maldonado) e Rondón (Moreno).
Cartões Amarelos: Thiago Silva (B), Rondon, Gonzalez, Moreno (V)
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Grêmio joga pouco e consegue empate na base da vontade.

Era um jogo que parecia fácil, a vitória do Grêmio era só questão de tempo. Era como bater em bêbado. Ganhar não era nada mais que obrigação. Mas a vitória não veio, consequentemente veio a crise.

Como era de se esperar, o Avaí começou o jogo priorizando muito a marcação, num 4-5-1, ou 4-1-4-1 com duas linhas e um volante entre elas. Douglas recebeu marcação forte e individual, o que praticamente anulou o jogador. Com uma marcação forte atrás, o Avaí saia nos espaços deixados pelo Grêmio, e jogava nos erros de um time que precisava vencer de qualquer maneira. Conseguiu o gol cedo, o que aumentou mais ainda a pressão no Grêmio e deixou o Avaí mais à vontade para jogar nos contra-ataques. Perdendo em casa e a torcida vaiando o time, o Grêmio foi pra cima na base da pressão. Mesmo com o time desorganizado e jogando mal, o Grêmio teve dois gols anulados – um deles, o primeiro mal anulado, pois André Lima estava em posição legal. Já o segundo, acerto do auxiliar Ubirajara Jota.

Veio o segundo tempo, e o Grêmio continuou mal no jogo, mesmo com a saída de Lúcio para a entrada de Escudero, e com a expulsão de Batista pelo Avaí. E o Avaí tirando proveito dos erros do Grêmio, conseguiu o seu segundo gol na partida. Aí, perdendo de dois, Renato promoveu a estreia de Miralles ao time, que entrou muito bem, finalizando e chagando com qualidade na frente. Mas foi de pênalti - mal marcado - que saiu o gol de Douglas, descontando para o Grêmio. Mesmo com a expulsão de Douglas, o Grêmio seguiu em cima do Avaí, mas levando alguns sustos atrás com o time todo aberto. Embora pressionasse, o Grêmio continuava mal, muito desorganizado. Faltava qualidade para atacar com eficiência, mas sobrava vontade e raça e foi por aí que nos acréscimos, após confusão na área, Rafael Marques chuta forte no alto, evitando a derrota, mas não a crise.

Foto: via ducker.com.br

Por: Filipe Abilio

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